Chegou ao fim a indefinição sobre o futuro partidário do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. Após meses de especulação, o chefe do Executivo estadual comunicou à senadora Tereza Cristina que vai deixar o PSDB e se filiar ao Partido Progressista (PP), sigla presidida por ela no estado. A confirmação deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias.
A escolha sela uma reaproximação política com a madrinha que impulsionou sua trajetória pública. Foi Tereza Cristina quem incentivou Riedel a disputar a presidência da Famasul, anos antes de ele assumir cargos de destaque no governo e vencer as eleições para o Executivo estadual em 2022.
Nos bastidores, Riedel vinha adiando o anúncio a pedido da cúpula tucana nacional, que buscava consolidar a fusão com o Podemos antes de perder seu último governador em exercício. Com a aliança encaminhada, o governador decidiu que é hora de virar a página e caminhar rumo à reeleição pelo PP.
A demora em confirmar a filiação vinha gerando desconforto dentro do Progressistas, com setores do partido cogitando lançar candidatura própria ao governo em 2026. Tereza Cristina, no entanto, segurou a base, conversou com o governador e cobrou uma definição, que veio de forma direta e positiva.
Além do PP, Riedel também havia recebido convite do PSD, feito pessoalmente por Gilberto Kassab. O presidente nacional da sigla esteve em Campo Grande e chegou a elogiá-lo publicamente, mas não foi suficiente para convencê-lo a migrar.
A entrada de Riedel no PP consolida a estratégia costurada com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que mira garantir protagonismo nas eleições estaduais, mantendo influência no governo e abrindo espaço para disputar uma vaga no Senado. Juntos, eles também articulam apoio com o PL, criando um bloco conservador robusto em Mato Grosso do Sul.
Com a ida de Riedel ao PP, o PSDB perde seu último governador em exercício — após as saídas de Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE) — e enfrenta mais um capítulo de sua crescente fragilidade no cenário nacional.
A filiação de Riedel ao Progressistas marca não apenas uma decisão estratégica para o pleito de 2026, mas também o fortalecimento de um grupo político que já começa a moldar os rumos da próxima disputa estadual.