O deputado estadual Zeca do PT anunciou que vai acionar o Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, por conta da realização do painel “Liderança que Constrói Pontes”, programado para a próxima sexta-feira, em Campo Grande. A iniciativa, promovida pelo Sebrae, visa justamente destacar lideranças que têm contribuído para conectar pessoas, ideias e projetos em Mato Grosso do Sul.
Em vez de reconhecer a importância de espaços que estimulam o diálogo e o desenvolvimento regional, o parlamentar decidiu partir para o ataque, classificando o evento como “proselitismo” e acusando Cláudio Mendonça de usar recursos do Sistema S para fins políticos. Para além da retórica, não apresentou qualquer indício concreto de irregularidade, numa tentativa evidente de intimidar o trabalho sério realizado pela instituição.
O painel terá a participação da senadora Tereza Cristina (PP), referência nacional no agronegócio e defensora de pautas que impulsionam a economia do Estado, e do presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli (PSDB), liderança municipalista que tem lutado por melhorias para as cidades sul-mato-grossenses. Ainda assim, o deputado preferiu taxar o encontro de “propaganda da extrema direita”, numa fala que revela mais sobre sua visão partidária do que sobre a proposta do evento em si.
Cláudio Mendonça, à frente do Sebrae/MS, tem sido reconhecido justamente por fortalecer o empreendedorismo, apoiar pequenos negócios e articular ações que geram emprego e renda. Atacar a realização de painéis que discutem liderança e conexão de projetos demonstra, na prática, a dificuldade de alguns setores políticos em lidar com iniciativas que fogem do seu controle ideológico.
No fim, quem perde com esse tipo de politização rasa são os empreendedores, micro e pequenos empresários e lideranças comunitárias que buscam espaços para aprender, trocar experiências e avançar. O Sebrae cumpre o seu papel de fomentar o ambiente de negócios, e eventos como este painel são parte essencial desse compromisso.
Enquanto isso, resta aos sul-mato-grossenses observarem quais agentes públicos estão dispostos a construir pontes — como propõe o painel — e quais preferem erguer muros, impedindo o diálogo e o crescimento do Estado.