
Na noite desta quarta-feira, 6 de agosto, a sessão da Câmara dos Deputados foi interrompida por um empurra-empurra que terminou em acusação de agressão. Imagens transmitidas ao vivo pela TV Câmara — e reproduzidas em diversos perfis nas redes sociais — mostram o momento em que a deputada Camila Jara (PT-MS) se aproxima da mesa diretora e, ao cruzar com Nikolas Ferreira (PL-MG), o empurra; o parlamentar mineiro perde o equilíbrio e some do enquadramento da câmera. Logo depois, ele publicou nas redes que foi “agredido quando ninguém estava vendo” e cobrou providências da Presidência da Casa.
Acusação formal e possível apuração interna
Aliados de Nikolas protocolaram um pedido para que o episódio seja analisado pelo Conselho de Ética, alegando quebra de decoro parlamentar. A Mesa Diretora ainda não informou se abrirá processo disciplinar, mas confirmou que imagens do circuito interno de segurança serão anexadas ao pedido. Procurada pela reportagem, a assessoria de Camila Jara não se manifestou até o fechamento deste texto.
Histórico de confusão com policiais em 2024
Esta não é a primeira vez que a deputada petista se vê no centro de uma polêmica envolvendo força física. Em dezembro de 2024, vídeos gravados por frequentadores de bares na Rua 14 de Julho, em Campo Grande, flagraram Jara discutindo com policiais militares durante uma fiscalização noturna. À época, ela alegou ter tido uma arma apontada em sua direção; a corporação abriu sindicância para apurar o caso. Nenhuma punição foi anunciada desde então, mas o episódio rendeu críticas de opositores e repercutiu na imprensa local.
Repercussão nas redes sociais
O vídeo do empurrão viralizou rapidamente no X (antigo Twitter) e no Instagram, impulsionando hashtags como #AgressaoNaCamara e #CamilaJara. Parlamentares de oposição pediram a cassação do mandato da petista, enquanto integrantes da bancada do PT minimizaram o incidente, classificando-o como “esbarrão em meio ao tumulto”.
Próximos passos
Caso o Conselho de Ética aceite o pedido de investigação, Camila Jara pode ser submetida a advertência, suspensão ou, em última instância, cassação do mandato — punições que dependem de votação no colegiado e, depois, em plenário. A defesa da deputada deve apresentar sua versão oficialmente assim que for notificada.
Veja o vídeo:
Imagina se é o contrário? Esquerda sendo esquerda. Camila Jara, parabéns por mostrar ao Brasil quem realmente você é. Obrigado! pic.twitter.com/wj6qeQuZFj
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 7, 2025