Saúde Mato Grosso do Sul
Dia Nacional de Segurança do Paciente: MS reforça protocolos que reduzem mortes em até 43%
Negesp orienta gestores, profissionais e usuários, enquanto dados da OMS alertam para 2,6 milhões de mortes anuais por falhas na atenção à saúdeO d...
10/09/2025 05h56
Por: Redação Digital Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Negesp orienta gestores, profissionais e usuários, enquanto dados da OMS alertam para 2,6 milhões de mortes anuais por falhas na atenção à saúde

O dia 17 de setembro é o Dia Nacional de Segurança do Paciente, data que chama a atenção para a importância de práticas seguras em todos os níveis da atenção à saúde. Em Mato Grosso do Sul, o tema é tratado com extrema importância após a implantação do Negesp (Núcleo de Segurança do Paciente), que tem atuado na implementação de protocolos de atendimento seguindo diretrizes nacionais e internacionais para minimizar falhas e riscos.

A máxima da atuação do núcleo é que quanto mais estruturados são os protocolos, menores os riscos, explica a coordenadora do Negesp/MS, médica Eduarda Tebet. “A cadeia de segurança do paciente envolve todos os envolvidos. Isso inclui desde a administração do hospital até a checagem simples de uma pulseira de identificação feita pelo próprio paciente”, detalha.

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Tebet ressalta que, internacionalmente, médicos envolvidos em erros de atendimento são reconhecidos como ‘segunda vítima’, pois também sofrem impactos emocionais e profissionais. Por isso, é essencial adotar uma abordagem intersetorial e coletiva, que apoie os profissionais e, ao mesmo tempo, busque reduzir falhas e prevenir eventos adversos.

MS tem Negesp

No Brasil, o fortalecimento dos Núcleos de Segurança do Paciente é estratégico para garantir que práticas seguras sejam aplicadas no dia a dia dos hospitais. Em Mato Grosso do Sul, o Núcleo Estadual de Segurança do Paciente atua como referência para estimular boas práticas, acompanhar indicadores e capacitar equipes.

Segundo a coordenadora do Negesp/MS, a cultura de segurança precisa ser permanente e envolver todos os atores do sistema de saúde. “Protocolos bem aplicados salvam vidas, e quando todos — gestores, profissionais e pacientes — participam ativamente, conseguimos reduzir falhas e oferecer um cuidado mais qualificado”, enfatizou.

Ela destaca que a adoção de ferramentas como o checklist de cirurgia segura da OMS (Organização Mundial da Saúde) exemplifica esse avanço. Pesquisas internacionais apontam que o uso do checklist pode reduzir a mortalidade cirúrgica em 25% a 43%. Em estudo realizado na Escócia, houve queda relativa de 36,6% nas mortes perioperatórias após a implementação da medida.

“Outro exemplo é o SCC (Safe Childbirth Checklist), da OMS, que contribui para diminuir a mortalidade perinatal. Meta-análises recentes demonstraram que o risco relativo de natimortalidade caiu cerca de 11% em locais onde o protocolo foi aplicado”, completa.

Impacto global

Segundo estimativas da OMS, aproximadamente 2,6 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de eventos adversos relacionados à atenção à saúde em hospitais em todo o mundo. Esses números reforçam que segurança do paciente é um tema de saúde pública global e exige engajamento permanente.

Danúbia Burema, Comunicação SES
Foto: Arquivo HRMS