Política Opinião
Lula e Trump: um aperto de mão que pode valer bilhões
A negociação entre os dois líderes pode derrubar a tarifa de 40% e reaquecer as exportações do Brasil
22/10/2025 09h54
Por: Redação Digital Fonte: Miguel Daoud, Canal Rural
Foto: Divulgação

No dia 26 de outubro, em Kuala Lumpur, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se encontrar com Donald Trump em um momento-chave para a diplomacia comercial. A reunião, pode resultar na suspensão da sobretaxa de 40% que os Estados Unidos aplicaram a diversos produtos brasileiros, uma medida que afetou diretamente a competitividade do agronegócio.

Segundo Alckmin, as conversas já indicam uma disposição positiva da Casa Branca para rever a tarifa, o que seria um gesto de reaproximação política e econômica entre os dois países.

Na prática, a sobretaxa americana reduziu drasticamente as margens de exportadores brasileiros, principalmente de carne, café, etanol, frutas, peixes, peixes, produtos industriais, setores que sustentam parte relevante do superávit da balança comercial.

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Com o dólar mais fraco e os custos internos ainda elevados, o agro brasileiro viu a combinação perfeita daquilo que mais ameaça a rentabilidade: commodities em baixa e crédito caro. A retirada da tarifa traria alívio imediato a produtores e exportadores, reequilibrando preços e abrindo espaço para novos contratos. Mais do que um gesto diplomático, seria um sinal concreto de confiança no Brasil como fornecedor global.

O encontro em Kuala Lumpur é mais do que um aceno entre líderes, é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como parceiro estratégico em um mundo que busca segurança alimentar.
Trump, pressionado por setores industriais americanos, precisa mostrar pragmatismo comercial. Lula, por sua vez, quer fortalecer a imagem de que o país pode conciliar crescimento econômico, estabilidade política e sustentabilidade.

Se houver acordo, o resultado será sentido nas fazendas, nos portos e nas cooperativas: mais previsibilidade, mais mercado e mais renda para quem produz.

Mesmo que o anúncio ainda dependa de ajustes técnicos e prazos formais, o simples fato de haver diálogo já muda o humor dos mercados. A suspensão da sobretaxa de 40%, se confirmada, simboliza não apenas o fim de uma disputa comercial, mas o início de um novo ciclo de cooperação econômica.

O agro brasileiro deve acompanhar de perto, e se preparar. Porque quando a política abre portas, é a eficiência do produtor que garante a travessia.