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Candidatos de direita devem ficar sem partido e Riedel pode ser única opção da direita
Os políticos de direita começam o ano sem opção para disputar o Governo em Mato Grosso do Sul e o governador Eduardo Riedel (PP) pode se tornar a única opção dos eleitores de direita em Mato Grosso do Sul
01/01/2026 11h19
Por: Redação Digital Fonte: O Jacaré
Riedel diz que ainda não decidiu se disputará a reeleição, mas é o principal nome da direita com partido, estrutura e favoritismo certo nas eleições de 2026 (Foto: Arquivo)

A esquerda deve apostar no ex-deputado federal Fábio Trad (PT), apesar do PSOL lançar o ex-secretário municipal de Ribas do Rio Pardo, Lucien Rezende.

Até o momento, a direita conta com dois pré-candidatos ao governador, o deputado estadual João Henrique Catan e o deputado federal Marcos Pollon, ambos do PL. No entanto, o Partido Liberal, com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, já antecipou que vai apoiar a reeleição do atual governador.

Pollon tem insistido que vai disputar o Governo e até teve manifestação favorável do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL). Até a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) sinalizou apoio ao candidato.

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Apesar de não se lançar como pré-candidato, João Henrique vem se notabilizando diante dos embates com o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, e como a principal voz de oposição ao grupo de Riedel na Assembleia Legislativa.

No entanto, a dupla tem perdido apoio. O ex-deputado estadual Capitão Contar (PL chegou a ser cotado como dobradinha com Pollon. No entanto, ele trocou de partido e até deixou no passado às críticas ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), com quem já ensaia dobradinha ao Senado em nome da oposição ao PT.

Capitão Contar passou uma borracha nas acusações contra o ex-tucano, inclusive chegou a propor o impeachment em decorrência da Operação Vostok.

O Republicanos seria uma opção, mas a sigla também caminha para apoiar a reeleição de Riedel. Ele também deverá contar com o apoio do PSD do secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, e do que sobrou do PSDB.

O governador ainda tem o apoio do União Brasil, inclusive da ex-deputada federal e principal estrela da sigla, Rose Modesto. Um apoio importante é da prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), que apesar da impopularidade recorde, ainda comanda a máquina do município de Campo Grande, estratégica para quem deseja chegar ao Governo do Estado.

No entanto, oficialmente, o governador desconversa sobre a reeleição. Em conversa com jornalistas no último dia 18, Riedel disse que a prioridade é concluir o mandato. Ele frisou que só vai decidir se disputará a reeleição a partir de junho, quando começam as articulações e convenções partidárias.

No entanto, nos bastidores, a campanha já está nas ruas e o embate definido é entre Eduardo Riedel e Fábio Trad, que vão repetir em Mato Grosso do Sul a polarização entre o ex-presidente Bolsonaro e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Devem correr por fora Lucien Rezende e o economista Renato Gomes (DC) entre os nanicos. A expectativa é se o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) vai lançar um candidato a governador, que seria o pecuarista Beto Figueiró.

O Novo ensaia lançar um candidato próprio e chegou a sonhar com Pollon, mas as negociações ainda não avançaram.

Pelo andar da carruagem, Riedel caminha para ser a única opção da direita, centro direita e extrema direita.

João Henrique e Pollon são cotados para o Governo pela direita, mas podem ficar de fora por falta de sigla. Capitão Contar já ensaia dobradinha com Reinaldo (Foto: Arquivo)