Pecuária Perspectiva
Exportações aquecidas devem manter arroba do boi gordo em alta?
Frigoríficos ainda se deparam com uma oferta restrita de gado para compra ao mesmo tempo em que demanda externa se intensifica
09/02/2026 08h56
Por: Redação Digital Fonte: Safras News
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos no decorrer da primeira semana de fevereiro.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda se deparam com uma oferta restrita de gado para compra, o que dificulta o avanço das escalas de abate.

“Tudo indica que os preços deverão seguir avançando no curto prazo, uma vez que a demanda segue aquecida, em especial na exportação, com um desempenho bastante interessante das vendas brasileiras durante o mês de janeiro para países como Estados Unidos, Europa, China e outros”, conta.

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Preço médio da arroba do boi

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 6 de fevereiro:

Mercado atacadista

No mercado atacadista, Iglesias sinaliza que os preços sinalizaram aumento durante a semana para os cortes do dianteiro e do traseiro bovino.

“O baixo nível dos estoques nas indústrias justifica o atípico comportamento dos preços da carne bovina no atacado em um período que costuma ser marcado pela fragilidade do consumo doméstico”, contextualiza.

Segundo o analista, a queda dos preços da carne de frango e dos cortes suínos no atacado ainda não chegou de maneira efetiva ao varejo, o que tem contribuído para o ambiente de firmeza para os preços da carne bovina.

Quarto do dianteiro bovino: precificado a R$ 19,00 por quilo, avanço de 5,56% frente aos R$ 18,00 praticados no final do mês passado;
Quarto do traseiro bovino: cotado a R$ 26,50 por quilo, aumento de 1,92% perante os R$ 26,00 registrados no final do mês anterior.
Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,291 bilhão em janeiro até o momento (21 dias úteis), com média diária de US$ 61,522 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 231,821 mil toneladas, com média diária de 11,039 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.573,20.

Em relação a janeiro de 2025, houve alta de 42,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 28,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,8% no preço médio.