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Ponte do Corredor Bioceânico terá momento histórico em 31 de maio

“Beijo das aduelas” marcará a união das duas metades da ponte que liga Porto Murtinho ao Paraguai e abre caminho para o Pacífico

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Toninho Ruiz
13/04/2026 às 10h42
Ponte do Corredor Bioceânico terá momento histórico em 31 de maio
Fotos: Toninho Ruiz

Porto Murtinho (MS) — A Rota Bioceânica ganha seu momento mais simbólico no dia 31 de maio. Nessa data, as duas metades da ponte internacional sobre o rio Paraguai se encontrarão no meio do curso d'água, num instante que a engenharia chama tecnicamente de fechamento das aduelas e que já ganhou um nome mais poético entre os envolvidos na obra: o beijo das aduelas.

A construção começou em 14 de janeiro de 2022, conectando Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Chaco paraguaio. O encontro das estruturas em maio representa o ponto de inflexão de um projeto que levou décadas para sair do papel, com debates que remontam aos anos 1970, e anos de articulação técnica e política entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

A obra é executada pelo Consórcio PYBRA, formado pelas construtoras Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob a direção do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez. A fiscalização é conduzida pelo MOPC, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, chefiado pela ministra Claudia Centurión. O investimento paraguaio no corredor ultrapassa US$ 1 bilhão, incluindo 580 quilômetros de estradas asfaltadas e a ponte sobre o rio Paraguai, orçada em US$ 100 milhões com recursos da Itaipu Binacional.

Quando concluída, a rota criará um corredor terrestre ligando o centro do continente sul-americano diretamente ao Oceano Pacífico, alcançando portos chilenos estratégicos como Antofagasta, Mejillones, Tocopilla e Iquique. O trajeto promete reduzir custos logísticos e abrir novas possibilidades para o comércio, o turismo e a integração cultural entre os quatro países.

O dia 31 de maio terá cobertura especial direto da obra com Toninho Ruiz, que acompanha o projeto de perto. Para Porto Murtinho e para toda a região do sudoeste de Mato Grosso do Sul, o beijo das aduelas não é apenas um marco de engenharia. É o sinal mais concreto de que a cidade está prestes a se tornar um dos pontos de passagem mais estratégicos da América do Sul.

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