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Ponte Bioceânica entra na reta final antes do beijo das aduelas

Encontro das estruturas segue previsto para 31 de maio sobre o rio Paraguai

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Toninho Ruiz
02/05/2026 às 09h02
Ponte Bioceânica entra na reta final antes do beijo das aduelas
Foto: Toninho Ruiz

A Ponte Internacional Bioceânica está a 21,60 metros de unir definitivamente Brasil e Paraguai. Nesta quinta-feira, 30 de abril, o Consórcio PYBRA concluiu mais uma etapa de concretagem sobre o rio Paraguai, consolidando um avanço expressivo: mais de oito metros foram vencidos em poucos dias, reduzindo drasticamente a distância entre as duas extremidades da estrutura que conecta Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai.

A previsão oficial permanece mantida. O chamado beijo das aduelas, momento em que as duas metades da ponte se encontram no centro do vão, está marcado para o dia 31 de maio. A data promete ser um marco histórico para a integração física e econômica entre os dois países e para toda a região da Rota Bioceânica.

Os trabalhos seguem sob a liderança do engenheiro René Gómez e com fiscalização do MOPC, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai. O Consórcio PYBRA é formado pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec e Construtora Cidade.

A ponte é peça central da Rota Bioceânica, corredor internacional que vai conectar o Brasil aos portos do norte do Chile, como Mejillones, Tocopilla, Antofagasta e Iquique, criando uma nova alternativa logística de acesso ao Oceano Pacífico. A proposta é reduzir custos de transporte, encurtar os prazos de exportação e importação e ampliar a competitividade de produtos brasileiros e sul-americanos no mercado asiático.

Para Porto Murtinho, a conclusão da ponte representa uma transformação de escala continental. A cidade passa a ocupar posição central em um novo eixo de desenvolvimento que promete impactar o turismo, o comércio regional, a circulação de pessoas e as relações culturais entre Brasil e Paraguai, além de atrair investimentos e gerar empregos em toda a região de fronteira.

Com 21 metros restantes e o beijo das aduelas a pouco mais de um mês, a obra que levou décadas para sair do papel está a passos do seu momento mais aguardado.

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