Agricultura IBRAFE
Adeus ao feijão-carioca?
Essa tendência faz com que produtores que aceitam preços R$20 a R$30 mais baixos
24/07/2024 15h39
Por: Redação Digital Fonte: Agrolink
“É desafiador vender um Feijão rajado que leva cerca de 90 dias entre sair da fazenda" - Foto: Canva

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os Feijões de escurecimento rápido estão perdendo espaço no mercado. Embora muitos produtores ainda escolham essas variedades por suas características agronômicas, comerciantes, empacotadores e o varejo preferem feijões que escurecem lentamente, pois mantêm a aparência de recém-colhidos por mais tempo.

Essa tendência faz com que produtores que aceitam preços R$20 a R$30 mais baixos para os feijões de escurecimento rápido enfrentem dificuldades em encontrar compradores. A mudança no mercado brasileiro, que permite aos produtores escolher o melhor momento para vender conforme os preços, foi significativa. No futuro, essa evolução, impulsionada pelas melhorias dos agricultores brasileiros, pode levar a um avanço no mercado internacional.

Exportar Feijão-carioca é desafiador devido à perda de aparência durante os cerca de 90 dias entre a fazenda e o consumidor internacional. O sucesso na exportação desse feijão dependerá, em parte, da preferência por variedades que escurecem lentamente.

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“É desafiador vender um Feijão rajado que leva cerca de 90 dias entre sair da fazenda e chegar ao consumidor do outro lado do mundo, pois há uma sensível perda da sua aparência original durante esse período. Se em algum momento alcançarmos êxito em exportar Feijão-carioca, parte do sucesso será devido a essa característica de escurecimento lento”, diz o IBRAFE.

Além disso, o mercado interno brasileiro está se adaptando a essas preferências. Empacotadores e varejistas estão cada vez mais atentos à demanda do consumidor por feijões com melhor aparência, o que impulsiona os produtores a considerarem a transição para variedades de escurecimento lento.