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Carlos Augustin: Brasil pode quintuplicar produção pecuária com recuperação de pastagens degradadas

Ele anunciou o financiamento com juros de 6,5%, que visa revitalizar 40 milhões de hectares de pastagens

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Canal Rural
11/09/2024 às 10h10
Carlos Augustin: Brasil pode quintuplicar produção pecuária com recuperação de pastagens degradadas
Foto: Reprodução

No painel “O desafio de recuperar pastagens degradadas“, realizado no FIAP 2024, em Cuiabá (MT), Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), destacou as estratégias do Brasil para intensificar a produção agropecuária de forma sustentável, sem avançar sobre áreas preservadas. Ele anunciou o financiamento com juros de 6,5% por meio do programa Eco Invest Brasil, que visa transformar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono.

Segundo Augustin, essa iniciativa faz parte do Decreto Presidencial instituído no final de 2023, que busca aumentar a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, cumprir as exigências globais de sustentabilidade. “O grande desafio é financiar uma agricultura de alto rendimento que, além de produtiva, seja sustentável e certificada. Nossa meta é não apenas aumentar a produção, mas também reduzir emissões de carbono e melhorar a gestão do solo”, afirmou.

Durante sua fala, ele destacou a importância da parceria público-privada para viabilizar o programa e atrair investimentos internacionais, com o Japão sendo o primeiro país a aportar recursos financeiros. “Estamos captando investimentos internacionais para garantir que o Brasil possa ser um exemplo de produção sustentável, com um sistema de certificação robusto e globalmente competitivo”, ressaltou.

Augustin também reforçou que o Brasil tem o potencial de multiplicar por cinco sua produção pecuária ao recuperar essas áreas degradadas, com tecnologias que intensificam a produção sem causar danos ambientais. “Com essa recuperação, podemos aumentar significativamente a produtividade, tornando o Brasil um líder global na produção de alimentos de baixo carbono”, concluiu.

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