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Preço do boi gordo cai na maioria das regiões pecuárias brasileiras

Incertezas sobre as exportações aos EUA e maior oferta de bovinos derrubam as cotações

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Globo Rural
17/07/2025 às 08h01
Preço do boi gordo cai na maioria das regiões pecuárias brasileiras
Os pecuaristas resistem a valores mais baixos pelos animais, e a liquidez dos negócios se mantém baixa — Foto: Fernando Alves/AEN

Com o aumento na oferta de bovinos e as incertezas das exportações para os Estados Unidos, o dia começou com queda nas cotações do preço do boi gordo na maior das praças pecuárias brasileiras. Das 32 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 22 registraram recuos nos preços de venda nesta quarta-feira (16/7). As demais apresentaram estabilidade nos valores.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), que são referência do mercado pecuário, as cotações do boi gordo e do “boi China” recuaram R$ 1, respectivamente para R$ 304 e R$ 307 a arroba no pagamento a prazo. Para a vaca, houve queda de R$ 3, para R$ 275 a arroba; para a novilha, a baixa foi de R$ 5, para R$ 285 a arroba.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), diante da combinação de vendas fracas de carne no mercado doméstico e indefinição das exportações para os EUA, alguns frigoríficos abrem negociações com preços R$ 10 ou até R$ 20 a menos por arroba, ainda que não consigam fechar muitos negócios. Os pecuaristas resistem a esses valores, e a liquidez dos negócios se mantém baixa.

Em relação ao mercado externo, análise do Cepea, com base em dados do governo federal, mostra que, no primeiro semestre de 2025, os EUA foram o segundo maior comprador de carne bovina brasileira, mas com participação por volta de 12% do volume exportado, face a 43% da China.

Em março e abril, as compras dos norte-americanos foram atipicamente altas, atingindo 47,8 mil t em abril, sinalizando uma potencial formação de estoques. Já em maio e novamente em junho, caíram fortemente, ou melhor, voltaram para os patamares do início deste ano, que já eram bem superiores ao histórico.

Segundo o Cepea, a diminuição do volume nos dois últimos meses foi, em grande parte, compensada pelo aumento das importações da China, que tem comprado mais do Brasil a cada mês desde fevereiro.

Em junho, os embarques para os EUA se limitaram a 18.232 toneladas, o que representou 6,8% do total do mês, na marca de 269 mil toneladas. Além disso, vários parceiros comerciais aumentaram as compras de maio para junho.

“Portanto, mesmo com a redução recente das compras americanas, o volume médio exportado pelo Brasil tem se mantido em patamar elevado”, conclui o Cepea.

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