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Demanda aquecida deve continuar freando baixa da arroba do boi em setembro

Principais indústrias estão com escala de abate cheia para o mês. No entanto, exportações aquecidas impedem tentativas de baixas mais intensas

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Safras News
08/09/2025 às 09h03
Demanda aquecida deve continuar freando baixa da arroba do boi em setembro
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo se depara com predominante acomodação em seus preços nos últimos dias.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

“Tais indústrias contam com a incidência de animais de parceria (contratos a termo), somado a utilização de confinamento próprio para suprir suas necessidades”, define.

Segundo ele, as exportações em alto nível ainda são o grande ponto de sustentação do mercado, com um ritmo acelerado de embarques nas últimas semanas, o que deve continuar no restante do mês.

Iglesias reforça que algumas das principais indústrias estão com a escala cheia para o mês de setembro e, por conta disso, naturalmente tendem a pressionar o mercado, mas este movimento não deve ter força o suficiente para baixar significativamente os atuais patamares.

Variação de preços da arroba do boi na semana

  • São Paulo: R$ 312,17
  • Goiás: R$ 303,57
  • Minas Gerais: R$ 299,12
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,66
  • Mato Grosso: R$ 311,69

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com reajustes em seus preços no decorrer da quinta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia nos primeiros dias do mês, motivando, assim, a reposição entre atacado e varejo.

No entanto, é importante reforçar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade se comparado com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne bovina”.

A semana terminou com o quarto traseiro cotado a R$ 24 por quilo, o dianteiro precificado a R$ 18,10 por quilo e a ponta de agulha a R$ 17,10.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,504 bilhão em agosto (21 dias úteis), com média diária de US$ 71,622 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 268,562 mil toneladas, com média diária de 12,788 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.600,00.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 56% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,5% na quantidade média diária exportada e avanço de 26,3% no preço médio. 

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