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'Uber do boi': novas tecnologias e inteligência artificial modernizam transporte boiadeiro no Brasil

Logística pecuária avança no Brasil, garantindo segurança no transporte de gado e redução de custos para os criadores

Redação Digital
Por: Redação Digital Fonte: Canal Rural
18/01/2026 às 10h45
'Uber do boi': novas tecnologias e inteligência artificial modernizam transporte boiadeiro no Brasil
Foto: JBS Transportadora/divulgação

A logística pecuária no Brasil alcançou um novo patamar em 2026, consolidando a integração entre o campo e a indústria com máxima eficiência. Através do uso intensivo de tecnologia e ferramentas de inteligência artificial, o transporte de gado, realizado por plataformas inovadoras como a Uboi, deixou de ser apenas um deslocamento para se tornar uma operação estratégica de preservação de valor e respeito ao bem-estar animal.

Em entrevista ao Giro do Boi, Leandro Ferraz, gerente de risco da JBS, afirmou que o setor superou marcas históricas em 2025, transportando mais de 1 milhão de cabeças e percorrendo 10 milhões de quilômetros, tudo sob monitoramento 100% via satélite, o que garantiu uma década inteira sem perdas de carga por roubo.

Diferenciais tecnológicos no transporte

O grande diferencial tecnológico do transporte moderno está na segurança ativa e no cuidado com a condução. A inteligência artificial atua como um “copiloto” digital, monitorando cada quilômetro rodado. Para garantir que o investimento em genética e nutrição não se perca no trajeto, as carretas boiadeiras foram transformadas em ambientes controlados.

A modernização logística também impacta diretamente no bolso do pecuarista. A tecnologia de roteirização permite a “Logística de Duas Mãos”, onde se sincroniza a entrega de gado magro com o embarque de gado gordo. Essa otimização do frete pode gerar uma economia de até 40% nos custos.

Riscos e cuidados no transporte

Leandro Ferraz alerta que o uso de transportes informais é um risco financeiro inaceitável. Uma única carreta transporta cerca de R$ 350 mil em patrimônio; hematomas causados por transporte inadequado podem resultar na perda de até 10 kg de carne por animal no “toalete” do frigorífico. Para maximizar o rendimento de carcaça, o planejamento deve ser antecipado.

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