
O rebanho bovino dos Estados Unidos somava 86,2 milhões de cabeças em 1º de janeiro de 2026, segundo o relatório anual de inventário de gado, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na última sexta-feira (30). O total representa uma queda de 0,35% em relação ao ano anterior.
De acordo com o levantamento, esse é o menor tamanho do rebanho norte-americano nos últimos 75 anos, refletindo a continuidade do movimento de redução observado nos últimos anos.
A estimativa da safra de bezerros em 2025, de 32,9 milhões de cabeças, representa uma redução de 2% em relação a 2024. Segundo o USDA, esse é o menor volume registrado desde 1941.
Naquele ano, a produção foi estimada em aproximadamente 31,8 milhões de cabeças. Para efeito de comparação, mesmo durante a forte liquidação do rebanho observada em 2014, a safra ficou em torno de 33,5 milhões de cabeças.
O relatório também mostra que o número de novilhas de reposição para corte chegou a 4,71 milhões de cabeças, um crescimento de 1% na comparação anual.
Em 2025, o abate de novilhas totalizou 9,5 milhões de cabeças, volume 7% menor do que o registrado em 2024. Esse total correspondeu a 52% das novilhas com peso superior a 227 quilos existentes em 1º de janeiro de 2025. No ano anterior, o percentual de abate desse mesmo grupo foi de 56%.
Com o encolhimento do rebanho nos Estados Unidos, o Brasil projeta ampliar as exportações de carne bovina para o mercado norte-americano. Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a expectativa é elevar os embarques para os EUA de 270 mil toneladas para cerca de 400 mil toneladas em 2026.
O declínio do rebanho norte-americano também levou o Brasil a assumir a liderança mundial na produção de carne bovina. De acordo com dados do USDA, a produção brasileira alcançou 12,35 milhões de toneladas em 2025, enquanto os Estados Unidos produziram 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso da carcaça.
O departamento destaca que, desde 2021, o Brasil não havia superado os EUA em volume produzido. Para 2026, o USDA projeta um equilíbrio entre os dois países, com produção estimada em 11,7 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.